• Morcegos
Para evitar morcegos é primordial saber onde eles costumam se abrigar.
As edificações representam os principais abrigos diurnos dos morcegos insetívoros, alojando desde pequenas colônias até centenas de animais. Ao entardecer, a saída desses morcegos, de modo simultâneo e sequencial, proporciona imagens de revoada.
Em menor escala, outros tipos de morcegos podem também se alojar nas edificações, como frutívoros, nectarívoros e onívoros.
Os morcegos insetívoros alojam-se, mais frequentemente, nas cumeeiras, nos espaços estreitos entre o telhado e o madeiramento, entre o telhado e as paredes, em chaminés e outros tipos de espaços existentes nas edificações. Em casas com forro, é possível ouvir os ruídos provocados pelo deslocamento desses morcegos.
O movimento de entrada e saída desses abrigos, habitualmente, ocorre por frestas estreitas, que são facilmente identificáveis pela presença de manchas mais escuras ao seu redor. Essas manchas são ocasionadas pela oleosidade dos pêlos durante o pouso de entrada.
Os morcegos nectarívoros abrigam-se em espaços mais amplos com sótãos, porões e outros compartimentos pouco frequentados, que acessam voando. Dessa forma, a sua entrada pode ocorrer por espaços nos beirais, em locais destelhados, em portas e alçapões abertos e vidraças quebradas. Por entrarem em vôo nos abrigos, os morcegos nectarívoros não deixam manchas semelhantes às dos insetívoros, o que dificulta a visualização dos locais de entrada e saída desses morcegos.
A presença de morcegos em edificações, principalmente de insetívoros, pode ocasionar acúmulo de fezes, causando odores desagradáveis e característicos, além de doenças, pois os morcegos insetívoros são vetores da raiva e histoplasmose. Em grandes quantidades, esses excrementos podem provocar rachaduras e apodrecimento das madeiras do forro telhado, ocasionando derramamento de fezes no chão, manchas em tetos e paredes. Esses acúmulos podem também atrair insetos coprófagos.
O morcego é um animal mamífero da ordem Chiropteracujos membros superiores (braços e mãos) têm formato de asas membranosas, tornando-os os únicos mamíferos naturalmente capazes de voar. No Brasil, o morcego pode ser raramente chamado pelos seus nomes indígenas andirá ou guandira1 .
Tradicionalmente, divide-se os quirópteros em morcegos propriamente ditos (subordem Microchiroptera) e raposas-voadoras (subordem Megachiroptera). Representam um quarto de toda as espécies de mamíferos do mundo. São pelo menos 1 116 espécies, que possuem uma enorme variedade de formas e tamanhos, podem ter uma envergadura de cincocentímetros a dois metros, uma enorme capacidade de adaptação a quase qualquer ambiente (só não ocorrem nos polos) e uma ampla diversidade de hábitos alimentares.
Os morcegos têm a dieta mais variada entre os mamíferos, pois podem comer frutos, sementes, folhas, néctar, pólen, artrópodes, pequenos vertebrados, peixes de sangue.

Morcegos

  • Referência: MCG

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